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Em debate sem Bolsonaro, presidenciáveis trocam farpas e acusações

Realizado três dias depois do atentado ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), o terceiro debate entre os postulantes ao Palácio do Planalto foi marcado por farpas e acusações

Em debate sem Bolsonaro, presidenciáveis trocam farpas e acusações

Realizado três dias depois do atentado ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), o terceiro debate entre os postulantes ao Palácio do Planalto foi marcado por farpas e acusações. Além da ausência de Bolsonaro, por estar hospitalizado, o evento não contou com a participação de Cabo Daciolo (Patriota) e do representante do PT.

Já no primeiro bloco, onde candidato perguntava para candidato, Bolsonaro foi lembrado pelos colegas. Abrindo as perguntas, Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) se divergiram sobre os ataques que o tucano faz contra Bolsonaro em seus programas comerciais.

Segundo Meirelles, Alckmin fala em pacificação porém atacava Bolsonaro em seus programas. Em seguida o tucano rebateu afirmando que apenas estava expondo as frases polêmicas ditas pelo candidato do PSL.

Meirelles protagonizou outro embate com o candidato do PSOL, Guilherme Boulos. Em um questionamento sobre taxação de fortunas, Boulos afirmou que iria taxar a fortuna do candidato do MDB e que ele era a figura de Michel Temer.

O emedebista rebateu afirmando que toda a fortuna que possui é fruto de seu trabalho e insinuou que Boulos não trabalhava e apenas invadia terras de produtores. O candidato do PSOL é membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Mais amenos e focados em propostas, Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) tentaram se desvencilhar de polêmicas e falaram de seus planos. Ambos falaram de saúde, educação e geração de empregos.

Segundo bloco
Na segunda parte do debate, os candidatos foram questionados por jornalistas sobre temas como Lava Jato, corrupção e PT.

Ciro Gomes foi questionado sobre a declaração que deu sobre colocar a “Lava Jato na caixinha”. O pedetista afirmou que os poderes precisam saber os seus limites e que no seu ponto de vista a prisão de Lula não poderia ter ocorrido diante do que está na legislação brasileira.

Sobre a polarização dos partidos do PT e PSDB, Marina Silva afirmou que os dois partidos são iguais e que o senador Aécio Neves (PSDB) ainda não foi preso por ter foro privilegiado. Já Geraldo Alckmin afirmou que seu partido sempre esteve contra o PT e que Marina Silva já foi petista e que ela só deixou o partido em 2008.

Terceiro bloco
Questionado por Boulos se iria acabar com os “privilégios” dos Judiciário, Álvaro Dias (Podemos) afirmou que a máquina pública não aguenta mais pagar as mordomias das autoridades. O candidato afirmou ainda que irá questionar os salários do Executivo, Legislativo e do Judiciário.

Geraldo Alckmin questionou Henrique Meirelles sobre suas propostas para a aérea do saneamento básico. O emedebista afirmou que irá ampliar os investimentos em saneamento caso seja eleito. “Vou tratar do problema pela raiz, como sempre fiz”, afirmou.

Já o tucano alegou que saneamento é saúde e irá devolver os impostos federais aos estados em obras de saneamento. Segundo ele, essas obras geram emprego e garante saúde.

Quarto bloco
No quarto bloco, os candidatos responderam questionamentos dos internautas. Na primeira pergunta, o incêndio no Museu Nacional foi o tema principal para que Ciro Gomes e Alckmin apresentassem suas propostas para a cultura.

O candidato do PDT condenou a medida do Executivo que congela os investimentos para educação, saúde, cultura e outros pelos próximos 20 anos, segundo ele, a implementação terá de ser revogada. Já Alckmin se disse triste pelo ocorrido e que o assunto terá prioridade caso seja eleito.

Henrique Meirelles foi questionado sobre a diferença de salários entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O candidato do MDB classificou como “inaceitável” e afirmou que o governo irá punir as empresas que diferencie os salários. Já Álvaro Dias falou que “infelizmente” isso ainda tem que ser discutido, e que é contra a mulheres ganharem menos que homens em serviços iguais.

Sobre os Correios, Marina Silva afirmou que é contra a privatização da estatal, e que caso seja eleita irá “blindar” as empresas públicas da corrupção. Guilherme Boulos afirmou que também é contra entregar as privatizações e que é preciso dar controle na gestão das estatais.

No tema da segurança pública, Geraldo Alckmin afirmou que irá priorizar o tema em seu mandato. O candidato falou sobre tráfico de armas, drogas e falta de fiscalização das fronteiras brasileiras e que irá trabalhar com uma grande equipe de inteligência. Já Marina Silva irá liderar um pacto nacional para combater a violência, a candidata falou que mulheres e jovens serão priorizados.

Na última pergunta, os internautas questionaram quais Ministérios serão cortados para enxugar a máquina pública. Álvaro Dias afirmou que precisa fazer um desmonte das indicações partidárias e que terá apenas 14 Ministérios. Já Ciro Gomes disse que irá profissionalizar a administração pública, porém não afirmou se terá cortes de pastas.

Considerações finais
No momento de considerações finais, Marina Silva afirmou que faz uma campanha sem dinheiro e sem tempo de TV, mas que está na disputa para mostrar que é uma opção para os brasileiros que não aguentam mais desigualdades sociais, violências e corrupção.

Álvaro Dias afirmou que a corrupção causou revolta e que teria constrangimento de apresentar qualquer proposta caso não tivesse o compromisso de acabar com a corrupção. Já Geraldo Alckmin afirmou que defende a pacificação, e que apenas com a união de todos o país voltará a crescer.

Ciro Gomes que o Brasil não pode mais se calar diante dos casos de desemprego e violência. Segundo ele, os brasileiros precisam acreditar no país e escolher o melhor entre os candidatos que estão na disputa.

Henrique Meirelles relembrou sua biografia e afirmou que sua experiência irá melhorar a vida dos brasileiros. O emedebista afirmou que “sabe” como fazer para o Brasil voltar a gerar empregos e tirar o país da recessão.

Guilherme Boulos concluiu falando que o Brasil vive uma escalada de ódio, que há seis meses Mariele Franco morreu, que a caravana de Lula foi atacada e agora Bolsonaro foi esfaqueado. Segundo ele, é preciso combater a violência e o brasileiro precisa voltar a se solidarizar.


Fonte: Estadão

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